Estudantes do Campus Glória estiveram à frente de experiências científicas, atividades culturais, ações ambientais e da própria cobertura da 7ª Festa Literária de Glória (FLIG), realizada nos dias 26 e 27 de agosto, no espaço de festas Boteco do Sertão, em Nossa Senhora da Glória. Durante os dois dias de exposição, eles apresentaram ao público trabalhos de ensino, pesquisa e extensão ligados a áreas como Agropecuária, Alimentos e Laticínios, além de projetos de marcenaria, inclusão, música e artes. As atividades receberam crianças, estudantes de diferentes níveis de ensino e adultos da comunidade. A abertura oficial da festa ocorreu na noite do dia 25, enquanto os estandes funcionaram nos turnos matutino e vespertino dos dois dias seguintes, avançando pelo início da noite.
No estande, os alunos explicaram conteúdos sobre formação e perfil dos solos, infiltração da água e testes de qualidade do leite, entre outras experiências desenvolvidas no campus. Jogos, brinquedos e utensílios produzidos pela Marcenaria Solidária também ficaram à disposição dos visitantes, assim como atividades do projeto Melgueira, dedicado à produção de mel por abelhas sem ferrão. O Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) apresentou jogos e recursos sensoriais utilizados em suas ações, com participação dos próprios estudantes atendidos pelo núcleo. Para Aline Ferreira da Silva, presidente da Comissão de Participação do Campus na FLIG, a diversidade marcou a presença da instituição nesta edição. “Dessa vez, todos os cursos muito bem representados. Tivemos ciência, ensino, pesquisa, inovação, cultura, arte… e junto com tudo isso, união”, afirmou Aline, para quem a participação também foi marcada pelo envolvimento conjunto de estudantes e servidores.
Outra atividade conduzida pelos estudantes foi a distribuição de mudas produzidas na estufa do campus, principalmente de espécies frutíferas. A ação está ligada a um projeto de doação de mudas e revitalização do bioma Caatinga e permitiu que os visitantes levassem as plantas para suas residências. Alessandra Santana, estudante do 2º ano do curso Técnico Integrado em Agropecuária, participou da entrega e destacou a resposta do público. “Foi muito gratificante participar da condução da entrega das mudas para reflorestamento durante a FLIG”, relatou. A estudante disse ainda ter ficado satisfeita com o interesse da comunidade em levar as mudas para casa e participar da iniciativa.
A programação artística reuniu pinturas em telas, intervenções em objetos e esculturas e uma exposição que relacionava as cartas de tarô à transmissão de histórias na Idade Média. Um pequeno palco também recebeu atividades musicais com instrumentos como berimbau, pandeiro, tambor e violão, utilizando estrutura de som e iluminação disponibilizada pela organização da FLIG. Responsável pelas exposições de pintura e instrumentos musicais, Wécio Grillo disse que os próprios estudantes já apontaram possibilidades para ampliar a participação em uma próxima edição. “Os alunos perguntaram por que eles não apresentaram os esquetes do Arrasta IFS e recitaram os poemas que eles têm”, contou. Segundo ele, outras técnicas artísticas e oficinas com visitantes também ficaram como possibilidades para o próximo ano.
O protagonismo estudantil chegou às redes sociais do campus. Além de apresentar os projetos presencialmente, alunos produziram fotografias, vídeos e entrevistas com escritores, expositores e outros participantes da festa, permitindo que parte da programação fosse acompanhada também por quem não esteve no local. Lorena Meneses, estudante do 1º ano do Técnico Integrado em Agropecuária, participou dos registros e das entrevistas. “Fotografar e ajudar nas entrevistas na FLIG foi muito especial, pois é através de vídeos e fotos que podemos levar um pouco da cultura da FLIG para as pessoas que não puderam ir ao evento”, afirmou Lorena, que também viu nas entrevistas uma oportunidade de conhecer melhor escritores e expositores da região e de outras partes do estado.