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quarta-feira, 02 de setembro de 2026
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Prefeitura de Aracaju amplia apoio psicológico para guardas municipais

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Prefeitura de Aracaju amplia apoio psicológico para guardas municipais
Prefeitura de Aracaju amplia apoio psicológico para guardas municipais

Em uma profissão marcada pela exposição a situações de tensão e pela responsabilidade de proteger a população, cuidar da saúde mental também é uma necessidade. Nesta quinta-feira, 27, quando é celebrado o Dia do Psicólogo, a atuação desses profissionais ganha destaque na Guarda Municipal de Aracaju (GMA), onde servidores contam com acompanhamento psicológico e outros serviços oferecidos pela Prefeitura, por meio do Núcleo de Atenção Especial à Saúde do Trabalhador (Naest).

Para os profissionais da Guarda Municipal, o núcleo representa um espaço de escuta, acolhimento e cuidado diante de situações que podem afetar a saúde emocional, a qualidade de vida e as relações familiares. O serviço é mantido pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania (SSM), e disponibiliza atendimento psicológico, psicanalítico e fisioterapêutico.

O subinspetor Cláudio Cruz conhece de perto a importância desse suporte. Durante um período difícil de sua vida, encontrou no Naest o acompanhamento necessário para enfrentar a situação e retomar aspectos importantes da própria rotina.

“Eu passei por uma fase muito difícil em determinado momento da vida. E ter o acompanhamento do Núcleo foi muito importante para eu conseguir sair daquela situação. Ter alguém ali para te ouvir, te orientar e te ajudar foi fundamental para eu conseguir vencer isso”, relata.

O atendimento psicológico é uma das principais frentes do Naest. O serviço conta com psicólogo e psicanalista e também oferece acompanhamento voltado ao condicionamento físico, por meio da fisioterapia. De acordo com o subinspetor, psicólogo e coordenador do núcleo, Radamés Soares, o servidor pode procurar o atendimento espontaneamente, por livre demanda. A própria equipe também pode identificar situações que necessitem de acompanhamento e buscar uma aproximação com o profissional.

“O apoio aos servidores envolve suporte psicológico, atendimento com psicólogo e psicanalista, além de condicionamento físico por meio da fisioterapia. O servidor pode procurar o atendimento por livre demanda, mas também podemos identificar situações que necessitem de acompanhamento e buscar esse servidor. A partir da concordância dele, iniciamos o atendimento conforme a necessidade”, explica.

A identificação de possíveis situações de sofrimento emocional também pode partir dos próprios colegas. Segundo Radamés, quando uma alteração emocional se torna perceptível, a equipe pode procurar o servidor. Em outros casos, profissionais que convivem diariamente com o colega identificam mudanças de comportamento e comunicam a situação ao núcleo.

“Muitas vezes, também recebemos a informação de colegas que convivem com servidores em situação de sofrimento mental. Nesse caso, buscamos preservar a confiança e orientamos esse colega para que converse com o servidor e o incentive a procurar nosso atendimento”, detalha.

O acompanhamento é definido de acordo com a necessidade de cada profissional e pode ter diferentes durações. Enquanto alguns servidores precisam de apenas uma ou duas sessões, outros permanecem em acompanhamento por mais de um ano. “A melhora é percebida ao longo do atendimento e, principalmente, com a continuidade do acompanhamento. Alguns servidores precisam de apenas uma ou duas sessões, enquanto outros permanecem por mais de um ano, dependendo do problema identificado”, afirma Radamés.

Segundo o coordenador, os resultados podem ser percebidos tanto no ambiente profissional quanto nas relações familiares. “Os resultados são bastante positivos e podem ser percebidos tanto no ambiente familiar quanto no ambiente de trabalho”, acrescenta.

A atuação do núcleo também pode alcançar pessoas que convivem diretamente com o servidor. Dentro das possibilidades do serviço, filhos e cônjuges podem receber atendimento, especialmente quando questões familiares estão relacionadas à situação enfrentada pelo profissional. Foi o que aconteceu com o subinspetor Marcílio Barbosa. Quando sua esposa enfrentou um problema de saúde, a família passou por um período de grande dificuldade. Além de lidar com os impactos da doença, o casal precisava cuidar dos filhos, que ainda eram pequenos.

“Quando minha esposa adoeceu, foi um período muito difícil para nossa família. Eu também precisava estar bem para conseguir ajudá-la e cuidar das crianças, mas estava sofrendo muito. O apoio do Núcleo foi muito importante para a minha família. Minha esposa tinha o suporte da psicóloga, e eu também. Eu tinha com quem conversar, desabafar e buscar orientação. Isso ajudou muito a gente a atravessar esse momento terrível”, conta.

O relato exemplifica uma das possibilidades de atendimento destacadas por Radamés. Segundo ele, compreender o contexto em que o servidor está inserido também faz parte do processo de cuidado, já que questões familiares podem estar relacionadas ao sofrimento enfrentado pelo profissional. “Dentro das nossas possibilidades, também atendemos pessoas que convivem com o servidor, como filhos e cônjuges. Entendemos que, em alguns casos, o sofrimento do servidor pode estar relacionado a questões vivenciadas dentro da própria família. Por isso, esse olhar ampliado também é importante para o processo de cuidado”, explica.

Para a subinspetora Sherlane Marques, contar com um espaço dedicado à saúde emocional dentro de uma instituição de segurança pública representa o reconhecimento de que os próprios profissionais que atuam no cuidado e na proteção da população também precisam ser cuidados. “Eu acho fundamental uma instituição que se preocupa com o bem-estar dos seus servidores, porque a gente lida com o público e precisa estar bem para atender bem. O Naest é um suporte essencial para a nossa saúde mental”, destaca.

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