Empreendedores formalizados em Sergipe ganham, em média, 276% mais do que os informais. É o que aponta estudo do Sebrae com base na PNAD Contínua do 4º trimestre de 2025, do IBGE.
Enquanto os donos de negócios com CNPJ têm renda média mensal de R$ 5.893, os informais recebem R$ 1.566. O valor dos formalizados é o maior dos últimos cinco anos e o terceiro do Nordeste, atrás de Alagoas e Pernambuco.
O estudo também revela que a escolaridade influencia: 50,7% dos informais não concluíram o ensino médio, enquanto apenas 16% têm superior incompleto. Mas a qualificação vem crescendo: em 2015, 78,4% não tinham o ensino médio; agora são 50,7%.
Outro dado positivo é o aumento da formalização: em 2015, 14% dos negócios eram formalizados; hoje, 24,2%. O número de informais caiu de 274,7 mil para 207,8 mil, enquanto os formalizados subiram de 44,6 mil para 66,2 mil.
Para o superintendente do Sebrae, Christiano Dias Lebre, o MEI é o caminho procurado pela facilidade e benefícios. “A regularização traz novas perspectivas, não apenas no faturamento”, afirma.
O perfil dos informais: 62,8% homens, 74,9% negros, 43,9% entre 40 e 59 anos. A maioria (61,4%) não tem local fixo de trabalho, e 83% não contribuem com o INSS. Eles trabalham 34 horas semanais, contra 42 horas dos formalizados.
