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domingo, 23 de agosto de 2026
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Postado emAracaju, Economia

Fundat anuncia lei municipal de economia solidária durante workshop em Aracaju

Fundat anuncia lei municipal de economia solidária durante workshop em Aracaju
Fundat anuncia lei municipal de economia solidária durante workshop em Aracaju
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A Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), participou nesta quinta-feira, 23, do Workshop Empresas Recuperadas e Empreendimentos Coletivos, promovido pela Superintendência Regional do Trabalho em Sergipe. O evento discutiu autogestão, economia solidária e trabalho digno, reunindo instituições públicas, cooperativas e empreendimentos coletivos.

A presidente da Fundat, Melissa Rollemberg, anunciou que o município elabora uma legislação específica para fortalecer o setor. “Estamos vivendo um novo momento. O trabalho digno e a economia solidária precisam ser valorizados cada vez mais”, afirmou. A futura Lei Municipal de Economia Solidária prevê a criação do Fundo Municipal de Economia Solidária, que ampliará assistência técnica, capacitações e incentivos a associações e cooperativas.

A iniciativa integra a adesão de Aracaju ao Programa Paul Singer, da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária. Ao longo de 2026, será realizado um mapeamento das cooperativas e empreendimentos solidários da capital, etapa fundamental para a consolidação da política pública.

A assessora da Superintendência Regional do Trabalho em Sergipe, Zenaide Sandres, destacou que o workshop fortalece a rede de economia solidária e qualifica gestores para enfrentar desemprego e desindustrialização. “A autogestão representa um modelo em que os próprios trabalhadores administram os empreendimentos e compartilham os resultados”, explicou.

O evento também apresentou a experiência da Uniforja, cooperativa industrial de Diadema (SP), referência em autogestão. O presidente Maurício Costa compartilhou a trajetória de mais de 30 anos da organização. “Queremos mostrar que a autogestão pode fortalecer novos empreendimentos, gerar autonomia e ampliar a capacidade de organização dos trabalhadores”, afirmou.

Para empresários e trabalhadores locais, a iniciativa sinaliza novas oportunidades de geração de renda e inclusão produtiva por meio da cooperação, com potencial de impulsionar pequenos negócios e cooperativas em Aracaju.

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