Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) nesta quinta-feira, 22, o deputado estadual Adailton Martins (PSD) manifestou seu repúdio a declarações da vereadora de Praia Grande (SP), Eduarda Campopiano, que negou a existência do feminicídio.
Martins enfatizou a gravidade da violência contra as mulheres e a responsabilidade dos representantes públicos ao abordarem o tema. Ele afirmou: “Como assim, não existe? E as mulheres que foram assassinadas? E as mães que perderam suas filhas? E os filhos que ficaram sem suas mães? Essas famílias não existem? Essa dor não existe? O feminicídio existe. É crime e precisa ser combatido no Brasil”.
O deputado também criticou discursos que, segundo ele, defendem a família sem considerar o sofrimento das vítimas de violência. Em sua fala, abordou a importância do acesso à educação e a ampliação das oportunidades para jovens da rede pública que enfrentam dificuldades financeiras para ingressar no ensino superior.
Martins destacou a presença da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em municípios do interior, como Itabaiana, Estância, Laranjeiras, Lagarto e Nossa Senhora da Glória, ressaltando a necessidade de aumentar as oportunidades de acesso à universidade para estudantes sem recursos financeiros.
A deputada estadual Lidiane Lucena (União Brasil) também se manifestou, expressando solidariedade ao deputado Martins e demonstrando indignação com as declarações da deputada eleita. Ela enfatizou a gravidade da violência contra a mulher e a contradição entre discursos de defesa da família e a minimização da violência sofrida por mulheres. Ao final, Lidiane expressou a expectativa de que a deputada eleita reavalie seu posicionamento.
