O Instituto Federal de Sergipe (IFS), por meio do seu Núcleo de Acessibilidade e Educação Inclusiva (Naedi), realizou na última sexta-feira uma oficina sobre manejo comportamental de crises. A iniciativa teve como objetivo capacitar 42 servidores da instituição a reconhecer, prevenir e agir em situações desafiadoras, promovendo ambientes educacionais mais inclusivos e acolhedores.
A atividade, que integra o Plano Anual de Trabalho 2026 do Naedi, foi direcionada prioritariamente aos profissionais que atuam nos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNEs) dos campi. O foco foi aprimorar habilidades essenciais para a construção de um ambiente educacional que contemple as particularidades de cada estudante.
Na abertura, Christianne Rocha, coordenadora do Naedi, enfatizou a relevância da formação continuada para preparar os profissionais diante de cenários de crise no ambiente escolar. Ela destacou que a iniciativa contribui significativamente para o fortalecimento das práticas inclusivas na instituição.
Conduzida por Isis Bacelar, especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e certificada como Qualified Applied Behavior Analysis Supervisor (QASP-S), a oficina abordou conceitos fundamentais para a compreensão do comportamento. Os participantes aprenderam a identificar as características de episódios de crise, diferenciando-os de situações de desregulação emocional, e discutiram cenários vivenciados em sala de aula. Exercícios práticos também foram realizados para consolidar o aprendizado.
Emmanuelle Moreira, assistente social do Campus São Cristóvão, avaliou a oficina como “bastante relevante para os profissionais da educação do IFS, pois promoveu reflexões sobre práticas inclusivas e acolhedoras, buscando ampliar o conhecimento técnico diante de realidades complexas.” Ela ressaltou ainda a importância de “buscar alternativas que contribuam para o desenvolvimento de estratégias de comunicação e intervenções qualificadas.”
Caliane Costa, pedagoga do Campus Lagarto, reforçou a importância da capacitação para qualificar o trabalho das equipes que acompanham estudantes com necessidades específicas. Segundo ela, a formação oferece subsídios para compreender diversas situações de crise e adotar estratégias adequadas de acolhimento, prevenção e intervenção. “A formação continuada é fundamental para qualificar a atuação das equipes, fortalecer o trabalho colaborativo e promover respostas mais sensíveis às necessidades dos estudantes”, afirmou.
A iniciativa reitera o compromisso do IFS com a educação inclusiva, equipando seus servidores para lidar com desafios de forma segura, acolhedora e humanizada, sempre respeitando as individualidades dos estudantes.
