Durante a Sessão Plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) nesta quarta-feira, 14, a deputada Kitty Lima (PSB) manifestou seu repúdio à declaração da deputada eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), que questionou a existência do feminicídio.
Kitty Lima afirmou: “A deputada Eduarda Campopiano questionou a existência do feminicídio. Eu não estou entendendo em que mundo a gente está. A gente torce tanto para que mulheres ocupem seus espaços e quando chega lá, presta um desserviço desse.”
A parlamentar também criticou comentários de Campopiano sobre a importância da vida dos animais, ressaltando que ambas as pautas são significativas para ela. “São declarações que causam sim a todos nós indignação, pois existe uma diferença enorme entre discordar de ideias e negar realidades que custam vidas”, disse.
Kitty Lima destacou que a deputada paulista argumentou que, quando um homem mata sua companheira, isso seria um homicídio e não necessariamente um feminicídio. “Quando o homem acredita que tem direito de tirar a vida da companheira, o crime é de feminicídio”, afirmou, lembrando que a Lei Federal nº 14 994/2024 reconhece o feminicídio como um crime autônomo.
A deputada também mencionou casos recentes de feminicídio em Sergipe, incluindo um assassinato em Gracho Cardoso e tentativas de feminicídio em Japaratuba e Carira. “Essas mulheres não são personagens de uma disputa ideológica: são vidas, famílias, histórias brutalmente interrompidas”, concluiu.
