A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), mantém ações permanentes de vigilância, prevenção e controle da esporotricose, doença transmitida por animais, especialmente gatos. Entre janeiro e junho deste ano, 45 animais testaram positivo para a doença na capital. Em 2025, foram 110 casos em animais.
A rede municipal também monitora casos em humanos: em 2025, foram 17 notificações; em 2026, até o momento, 12 casos. A SMS orienta a população nas Unidades de Saúde da Família (USFs), oferece acompanhamento médico e distribui medicamento para tratamento humano, conforme repasse do Ministério da Saúde.
A esporotricose é uma zoonose que pode ser transmitida por arranhaduras, mordeduras ou contato com lesões de animais infectados. Por isso, a orientação aos tutores é essencial, com ações integradas entre saúde humana, animal e ambiental, seguindo a abordagem de Saúde Única (One Health).
De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde da SMS, Duanne Marcele, não há declaração oficial de surto em Aracaju até o momento. “Aracaju mantém o monitoramento permanente dos casos e atua de forma integrada para fortalecer a vigilância, a prevenção e o controle da doença. É fundamental que a população procure os canais oficiais sempre que houver suspeita”, afirmou.
No atendimento a animais, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) realiza identificação, avaliação veterinária e coleta de material para diagnóstico laboratorial, encaminhado ao Lacen. O exame citopatológico dá avaliação inicial; a cultura fúngica confirma o diagnóstico, com laudo em até 21 dias.
Michele Cruz, coordenadora da Vigilância Ambiental da SMS, explica que, em casos graves, o tutor pode ser orientado sobre a eutanásia, mas o procedimento não é realizado pela UVZ. “O acompanhamento é feito de acordo com cada caso”, disse.
A SMS reforça que o Ministério da Saúde não fornece medicamentos para tratamento veterinário pelo SUS. A atuação municipal concentra-se na investigação, diagnóstico, monitoramento e orientação à população.
