O cooperativismo de infraestrutura no Brasil segue em expansão. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB, o setor encerrou 2025 com 247 cooperativas, atendendo a 1,48 milhão de cooperados e gerando 7.110 empregos diretos. As receitas somaram R$ 6,81 bilhões, e os ativos alcançaram R$ 11,46 bilhões.
O ramo é estratégico para levar energia e outros serviços essenciais a diversas regiões, especialmente onde a oferta tradicional é limitada. A geração de energia é o principal vetor de crescimento, com 94 cooperativas dedicadas à geração para consumo próprio, 79 para distribuição e 29 para comercialização.
Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o modelo cooperativista prova que o desenvolvimento pode ser construído de forma colaborativa. “Quando as pessoas se unem para investir em soluções que atendem às necessidades da própria comunidade, elas ampliam o acesso a serviços essenciais, fortalecem a economia local e criam condições para um crescimento mais sustentável e inclusivo”, afirma.
Os indicadores financeiros reforçam a solidez do setor: o capital social atingiu R$ 718,4 milhões, demonstrando a confiança dos cooperados. Além da energia, as cooperativas de infraestrutura atuam em áreas como construção civil e telecomunicações, diversificando projetos conforme as demandas regionais.
Esse crescimento acompanha a expansão da geração distribuída no Brasil. “O cooperativismo contribui para acelerar a transição para uma matriz cada vez mais sustentável, sempre com os benefícios retornando para os próprios cooperados e para suas comunidades”, acrescenta Tania.
Para empresários e trabalhadores locais, o fortalecimento do setor representa mais oportunidades de negócios e empregos, além de maior acesso a serviços essenciais, impulsionando a economia e a qualidade de vida nas comunidades atendidas.
