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sábado, 22 de agosto de 2026
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Prefeita apresenta ao MP proposta de modernização das feiras livres em Aracaju

Prefeita apresenta ao MP proposta de modernização das feiras livres em Aracaju
Prefeita apresenta ao MP proposta de modernização das feiras livres em Aracaju
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A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, participou, nesta terça-feira, 4, de audiência realizada no auditório do Ministério Público de Sergipe (MPSE) para apresentar a proposta da Prefeitura de reorganização, modernização e reestruturação das feiras livres da capital. A iniciativa busca adequar esses espaços às normas sanitárias vigentes, melhorar as condições de trabalho dos feirantes e oferecer mais segurança alimentar à população.

O encontro foi solicitado pela própria administração municipal para apresentar a nova modelagem das feiras, tema acompanhado pelo Ministério Público há décadas. A principal preocupação diz respeito à comercialização de produtos de origem animal, como carnes, pescados e laticínios, que, em muitas feiras, ainda são vendidos sem a estrutura de refrigeração exigida pela legislação.

As discussões têm como base normas federais que regulamentam o armazenamento e a comercialização desses produtos, estabelecendo critérios como controle sanitário, conservação em temperaturas adequadas e acondicionamento correto dos alimentos, medidas essenciais para garantir a saúde dos consumidores.

Durante a audiência, a prefeita Emília Corrêa ressaltou a importância das feiras livres para a economia, a cultura e a identidade de Aracaju, defendendo uma modernização que preserve essas características e atenda às necessidades dos comerciantes.

“A feira livre é muito importante para a cidade, para os comerciantes e para os consumidores. Precisamos fazer uma modernização com dignidade, atendendo às exigências sanitárias e ouvindo quem trabalha diariamente nesses espaços. Esse encontro é um ponto de partida para encontrarmos a melhor solução para todos”, afirmou.

A prefeita também destacou que o novo processo licitatório permitirá disponibilizar estruturas mais adequadas às diferentes atividades desenvolvidas nas feiras, respeitando as especificidades de cada segmento.

De um modo geral, a proposta apresentada pela Prefeitura prevê a instalação de toldos padronizados, balcões refrigerados para alimentos perecíveis, açougues móveis para a comercialização de carnes dentro das normas sanitárias e a padronização das bancas, proporcionando mais organização, higiene, conforto e segurança para feirantes e consumidores.

A implantação ocorrerá por meio de um novo processo licitatório, que será conduzido de forma transparente e aberto à participação das empresas interessadas.

Outro ponto discutido foi a atualização dos valores cobrados pela utilização das novas estruturas. Conforme a proposta, as tarifas serão reajustadas com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), podendo variar de acordo com o tipo de banca e os equipamentos disponibilizados.

O presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Hugo Esoj, classificou a iniciativa como um marco para as feiras livres da capital.

“Fico muito feliz em fazer parte deste momento. É uma mudança de paradigma. Encontramos diversos setores que precisavam de transformação, e as feiras livres estavam entre eles. Desde o início da gestão buscamos uma solução para chegar a esta proposta, construída com diálogo junto aos feirantes. É uma verdadeira virada de chave, que representa mais qualidade tanto para os comerciantes quanto para os consumidores”, afirmou.

A promotora de Justiça Euza Missano destacou que a comercialização de produtos de origem animal sem refrigeração adequada é uma preocupação antiga do Ministério Público e reforçou a necessidade de adequação das feiras públicas.

“Não é aceitável que, após tantos anos, produtos de origem animal continuem sendo comercializados sem a correspondente refrigeração. Isso impacta diretamente a saúde dos consumidores e também prejudica os próprios feirantes”, ressaltou.

A promotora lembrou ainda que o Ministério Público já acompanhou a adequação sanitária de feiras instaladas em espaços privados e manifestou expectativa de que o cronograma apresentado pelo Município permita o cumprimento definitivo da legislação.

“Esperamos que o cronograma apresentado pelo Município possibilite, finalmente, a adequação das feiras públicas, garantindo mais segurança sanitária para a população e melhores condições de trabalho para os comerciantes”, frisou.

Participação dos feirantes

Os feirantes também participaram da audiência, apresentando dúvidas, sugestões e avaliações sobre as mudanças propostas. Feirante das feiras dos conjuntos Agamenon Magalhães e São Carlos, Maria Rosita aprovou a iniciativa.

“Realmente enfrentamos algumas dificuldades, mas a expectativa é que agora a situação melhore. Gostei muito da proposta. É uma solução viável tanto para nós quanto para os consumidores, que terão mais qualidade.”

Outra comerciante destacou que a modernização contribuirá para fortalecer a atividade e tornar a concorrência mais equilibrada.

“A proposta é muito boa e traz avanços importantes para as feiras. Minha sugestão é que os valores sejam discutidos para não pesar para os feirantes e que também haja melhorias nos banheiros. A gente sabe que existe a concorrência dos supermercados, então é importante que as mudanças fortaleçam ainda mais quem trabalha e vive da feira livre”, afirmou Maria Eugênia.

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