O Laboratório de História (LabHist) do Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Estância lançou o projeto SER-DIGITAL, que transforma museus, arquivos, igrejas e centros históricos em Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAs) gratuitos para estudantes, professores e a comunidade.
A iniciativa visa democratizar o acesso ao patrimônio cultural de Sergipe, usando tecnologias digitais como aliadas da educação para tornar a história mais acessível e interativa. Todo o material já está disponível nos canais do LabHist no Instagram, YouTube e Spotify.
Quatro alunos dos cursos técnicos integrados do campus foram selecionados para conduzir todas as etapas – pesquisa de temas, escolha das locações, visitas técnicas, entrevistas com especialistas, captação de imagens e som, produção de roteiros e edição dos conteúdos. Entre os produtos previstos estão vídeos educativos, podcasts, fotografias e outros recursos digitais interativos.
A equipe está finalizando vários objetos digitais. Já foi concluído o ODA do Complexo Santa Cruz, importante conjunto histórico‑cultural de Estância. Em andamento estão o ODA do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, além de podcasts, roteiros e vídeos que serão lançados nos próximos meses. O ODA do Museu de Arqueologia de Xingó tem conclusão prevista para setembro.
Para a idealizadora do projeto, professora Lorena Campello, a motivação foi “se apropriar das tecnologias digitais para oportunizar às pessoas conhecer e entender a própria história, cultura e memória”. Ela acrescentou: “O SER‑DIGITAL nasceu justamente desse encontro entre educação patrimonial, tecnologia e protagonismo estudantil. A inspiração foi criar materiais que permanecessem disponíveis para qualquer um e em qualquer lugar, ampliando o alcance dessas experiências”.
Lorena também destacou que “as telas se tornaram um dos principais meios pelos quais as pessoas têm contato com o conhecimento. Isso não substitui a experiência de visitar um museu ou caminhar por um centro histórico, mas amplia muito o acesso”. Ela reforçou que a tecnologia pode ser “uma ponte entre o patrimônio e a sociedade”.
Os estudantes também ressaltam o impacto da participação. Lara Vitória Silva Falcão, 17 anos, do curso integrado de Edificações, afirmou que “o projeto SER‑DIGITAL parte do problema do acesso restrito aos espaços de memória… garantindo um acesso mais amplo, inclusivo e permanente”. Já Murilo Gabriel Bonfim Silva, 16 anos, do curso Sistema em Energias Renováveis, destacou que o projeto “trouxe para mim um protagonismo e uma formação capaz de aprimorar os meus dons… muitos estudantes de Sergipe têm dificuldade de acessar os locais de memória e esse acesso vai além ao influenciar os professores, os funcionários e as próprias famílias”.
