A Prefeitura de Aracaju, por meio da Patrulha Maria da Penha (PMP) da Guarda Municipal, está ampliando ações para inserir mulheres assistidas no mercado de trabalho, com vagas de emprego pelo aplicativo S.O.S. Maria da Penha e cursos de qualificação focados em empreendedorismo. A iniciativa visa romper o ciclo da violência doméstica, já que a dependência financeira é um dos principais obstáculos para a saída de relacionamentos abusivos.
Atualmente, a Patrulha acompanha 44 mulheres com medidas protetivas de urgência encaminhadas pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE). Desde a criação da guarnição, mais de 350 mulheres já receberam acompanhamento. O aplicativo S.O.S. Maria da Penha, além de emergências, oferece uma plataforma de oportunidades de emprego, e as vagas também são enviadas por WhatsApp.
Segundo a coordenadora da Patrulha, subinspetora Sabrina Smith, a dependência econômica é uma realidade que precisa ser enfrentada. “Muitas mulheres registram a ocorrência, mas logo pensam em como irão sustentar a si mesmas e aos filhos. Ao facilitar o acesso ao emprego, buscamos oferecer condições para que elas reconstruam suas vidas com mais autonomia”, afirma.
A Patrulha atua em parceria com a Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher), a Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) e empresas privadas. O banco de vagas é alimentado continuamente, e a equipe orienta as mulheres sobre como usar o aplicativo para consultar oportunidades. “Percebemos que grande parte das assistidas não possui renda fixa. Por isso, intensificamos a divulgação de vagas de emprego”, explica Sabrina.
Além da intermediação para o mercado de trabalho, a Patrulha orienta sobre programas sociais como Cadastro Único, Bolsa Família, Auxílio Gás e BPC/LOAS. “Recebemos muitas mulheres que desconhecem seus direitos. Durante ações e atendimentos, realizamos os encaminhamentos necessários”, conclui a subinspetora.
