Na quarta‑feira (15), a Defensoria Pública do Estado de Sergipe realizou o mutirão PopRuaJud Aju no Centro de Excelência John Kennedy, em Aracaju, oferecendo assistência jurídica e social à população em situação de rua.
O PopRuaJud – Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua – é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Defensoria, o Comitê Local PopRuaJud/SE, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT‑SE) e diversas instituições, visando ampliar o acesso a direitos básicos e promover cidadania.
Participaram da ação o defensor público e diretor do Núcleo dos Direitos Humanos, Sérgio Barreto Morais, o defensor público e diretor do Núcleo da População em Situação de Rua, Renan Nóbrega, além de servidores da Defensoria. Foram prestados orientações jurídicas, encaminhamentos para atendimento especializado, retificação de registro civil, emissão de RG, atualização do CadÚnico, análise de benefícios assistenciais e previdenciários, perícias médicas e sociais, consultas oftalmológicas e odontológicas, alimentação, banho e corte de cabelo.
“A população em situação de rua enfrenta inúmeras barreiras para acessar serviços públicos e exercer plenamente seus direitos. Ao levarmos a Defensoria até essas pessoas, garantimos acolhimento, orientação jurídica e atendimento humanizado, contribuindo para que elas tenham acesso à documentação, aos benefícios e às políticas públicas indispensáveis para a reconstrução de suas vidas”, destacou Sérgio Barreto.
Renan Nóbrega ressaltou que a atuação integrada entre as instituições fortalece a rede de proteção social. “A Defensoria busca oferecer um atendimento completo, identificando as necessidades de cada assistido e promovendo os encaminhamentos necessários para assegurar seus direitos. A união entre as instituições torna esse atendimento mais eficiente e amplia as possibilidades de inclusão social para a população em situação de rua”, afirmou.
O juiz federal Pedro Sudário explicou que o mutirão acelera decisões que poderiam levar meses na tramitação regular. “A Justiça Federal atua na análise dos benefícios assistenciais e previdenciários. As pessoas que tiverem seus processos acordados, já saem com um benefício assistencial no valor de um salário‑mínimo. Isso muda vidas e traz mais dignidade para pessoas vulneráveis”, enfatizou.
