O potencial de consumo em Sergipe alcançou R$ 69,7 bilhões em 2026, segundo o IPC Maps, um estudo que analisa a geografia do consumo no Brasil e que conta com a parceria da Fecomércio-SE. Este valor representa um crescimento de 4,9% em relação a 2025, quando o consumo foi de R$ 66,4 bilhões.
O estudo revela um mercado consumidor robusto, com forte presença dos setores de comércio e serviços. O número de empresas no estado também cresceu, passando de 154.993 para 173.264, um aumento de 11,8%. A maior parte do consumo, R$ 62,87 bilhões, está concentrada nas áreas urbanas.
Os dados indicam que a atividade terciária é predominante na economia sergipana, com mais de 103 mil empresas de serviços e quase 45 mil comerciais, em comparação com cerca de 23 mil indústrias. Entre os segmentos com maior movimentação financeira, destacam-se habitação, alimentação no domicílio e alimentação fora do lar.
Marcos Andrade, presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, afirmou que os dados refletem a importância do comércio e serviços para a economia do estado, ressaltando a confiança dos empreendedores. Marcos Pazzini, da IPC Maps Editora, destacou que o perfil do consumidor sergipano é cada vez mais urbano e conectado ao setor de serviços.
O economista Márcio Rocha, da Fecomércio-SE, apontou que, apesar do crescimento do consumo e da base empresarial, Sergipe ainda enfrenta desafios estruturais, como a dependência de cadeias produtivas externas. O estudo também revela a forte presença das classes C e D/E, que representam mais de 84% dos domicílios urbanos, sustentando o varejo popular e serviços essenciais.
Os dados do IPC Maps 2026 evidenciam um mercado consumidor sólido em Sergipe, destacando a necessidade de fortalecer o ambiente de negócios e a qualificação profissional para transformar o crescimento do consumo em desenvolvimento econômico e geração de empregos.
