A Casa da Mulher Brasileira foi inaugurada na tarde desta segunda-feira, 1º de junho, em Aracaju, oferecendo acolhimento, apoio psicossocial, alojamento de passagem, promoção da autonomia econômica e auxílio-transporte para mulheres, especialmente aquelas vítimas de violência doméstica e familiar.
Localizada no bairro Capucho, a nova unidade possui mais de 3 mil metros quadrados e recebeu um investimento de R$ 6,7 milhões, funcionando 24 horas por dia.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou da inauguração e destacou a ampliação da rede de proteção para mulheres em todo o Brasil. Desde 2023, o Ministério das Mulheres já investiu R$ 319,1 milhões na construção de Casas da Mulher Brasileira, sendo esta a 13ª unidade do país.
A desembargadora Iolanda Guimarães, presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, ressaltou que o espaço reunirá diversos serviços, incluindo o Poder Judiciário e o Ministério Público, para garantir um atendimento integral às mulheres. “Aqui, a mulher contará com o atendimento do IML para exames de corpo de delito”, afirmou.
A juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE, mencionou que o Judiciário terá uma sala na Casa, onde será possível verificar processos e medidas protetivas de forma sigilosa. “Vamos também considerar a situação dos filhos e oferecer conciliação”, explicou.
A ex-coordenadora da Mulher do TJSE, juíza Rosa Geane Nascimento, destacou que a articulação para a construção da Casa começou em 2019 e que a inauguração representa um sonho realizado. “É um momento de vitória, pois todas as mulheres sergipanas serão acolhidas aqui”, afirmou.
A Casa da Mulher Brasileira faz parte do Pacto Brasil Contra o Feminicídio e do Programa Mulher Viver sem Violência, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
